Como definir o salário dos sócios de uma empresa?
Definir quanto os sócios devem receber é fundamental para manter a saúde financeira da empresa e evitar conflitos internos.
Existem duas formas principais de remunerar sócios: pró-labore e distribuição de lucros.
Cada uma tem suas regras, objetivos e impactos na gestão.
A seguir, você entende como funcionam, como calcular e qual deve ser a principal forma de retirada dos sócios.
1. Pró-labore: o salário do sócio que trabalha na empresa
O pró-labore é a remuneração mensal do sócio que atua no dia a dia da empresa.
Assim como um salário, ele serve para compensar o tempo e o trabalho dedicados ao negócio.
Como calcular o pró-labore?
Não existe um valor fixo por lei, mas é importante considerar:
- Quanto ganharia um colaborador qualificado para exercer a mesma função;
- A responsabilidade e a carga de trabalho do sócio;
- A capacidade financeira atual da empresa;
- O equilíbrio entre remuneração e sustentabilidade do negócio.
Uma prática comum é usar como base o salário médio de mercado para a função e ajustar conforme a realidade financeira da empresa.
Cuidado importante
O pró-labore tem incidência de INSS, o que aumenta o custo total da remuneração.
Por isso, ele costuma ser planejado com valores mais enxutos, deixando a maior parte das retiradas para outra modalidade — a distribuição de lucros.
2. Distribuição de lucros: a retirada mais vantajosa
A distribuição de lucros é feita sobre os resultados da empresa após o fechamento de um período (mensal, trimestral ou anual).
Esse valor é distribuído entre os sócios conforme o contrato social.
Como calcular a distribuição de lucros?
A empresa precisa ter:
- Contabilidade regular e balancetes atualizados;
- Cálculo real do lucro líquido do período;
- Definição clara entre os sócios sobre periodicidade (mensal, trimestral, anual).
Depois disso:
- Calcula-se o lucro líquido real;
- Reserva-se parte para manter o caixa saudável;
- O restante é dividido conforme a participação societária.
Vantagem importante
A distribuição de lucros, até o momento, é isenta de tributação, desde que a empresa possua escrituração contábil adequada.
Isso significa que o sócio recebe o lucro sem pagar impostos, o que torna essa modalidade muito mais vantajosa financeiramente.
Por que o ideal é que a maior parte das retiradas venha da distribuição de lucros?
Por três razões principais:
1. Menor carga tributária
Enquanto o pró-labore sofre incidência de INSS, a distribuição de lucros é isenta de impostos.
2. Maior saúde financeira para a empresa
O pró-labore precisa ser pago mensalmente, independente do resultado.
Já os lucros são distribuídos somente quando a empresa realmente tem condições.
3. Planejamento mais inteligente
Com um pró-labore essencial, mas enxuto, e lucros distribuídos periodicamente, a gestão mantém equilíbrio entre compromisso financeiro e realidade econômica.
Por isso, a recomendação mais comum é:
👉 Definir um pró-labore justo, porém moderado, e realizar retiradas maiores via distribuição de lucros.
Conclusão
Saber definir o salário dos sócios é essencial para qualquer empresa.
O equilíbrio entre um pró-labore adequado e uma distribuição inteligente dos lucros garante organização, transparência, saúde financeira e benefícios tributários.
A 2A Contabilidade pode ajudar sua empresa a calcular esses valores de forma segura, manter sua contabilidade regular e estruturar um planejamento financeiro eficiente.